O Seminário Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais contra a Violência e a Impunidade foi encerrado com a publicação de uma carta-denúncia, assinada por representantes de comunidades de todas as regiões do país. O documento expõe a crescente violência, a grilagem e o ciclo de impunidade que afetam diretamente povos do campo, das águas e das florestas. A carta será encaminhada a organizações e organismos do Estado e alerta para a ausência de políticas de proteção e para violações de direitos humanos básicos.
A carta também denuncia a instrumentalização da economia verde e da transição energética para viabilizar grandes empreendimentos, com apoio significativo no Congresso Nacional. O documento aponta ainda a aliança entre capital e Estado, exemplificada por projetos como o PL da devastação e a lei do marco temporal. Apesar do cenário de violência, as lideranças reafirmaram a luta e a esperança na justiça social e nos direitos, clamando por ações solidárias e coerentes com a defesa da casa comum.
Acompanhe com Verônica Holanda
Foto: Cláudia Pereira / Articulação das Pastorais do Campo

