Na zona rural de Imperatriz, a 634 quilômetros de São Luís, um projeto inovador vem chamando atenção: transformar caroços de açaí, antes descartados como lixo, em novos produtos sustentáveis. A iniciativa nasceu há sete anos na comunidade 1700 e já apresenta resultados promissores. Estudantes de uma faculdade local perceberam que os resíduos do beneficiamento da polpa de açaí eram descartados de forma irregular, poluindo a comunidade às margens da BR-010. A partir daí, desenvolveram soluções criativas, como tijolos feitos de uma liga resistente de barro, cimento e caroço torrado, além da produção de mudas de açaí para reflorestamento.
A extrativista Esmeralda Souza conta que aproveita o projeto para gerar renda, produzindo polpa, pudim, geleia, licor e até biojoias com os caroços. Em 2022, a iniciativa foi premiada em São Paulo como o melhor projeto do Brasil e, neste ano, conquistou reconhecimento internacional no Cazaquistão, mostrando o potencial de transformar resíduos em oportunidades. Hoje, os empreendedores do povoado de 1700 contam com uma cooperativa que, durante a safra do açaí, aumenta a lucratividade com subprodutos sustentáveis. O projeto é exemplo de como ciência e inovação podem melhorar a vida no campo, gerar renda e preservar a floresta.
Acompanhe com Odara Pereira
Imagem: Pablo Porciuncula

