Na COP30, realizada em Belém, os povos indígenas chamaram a atenção do mundo para a urgência de proteger rios, florestas e animais. Enquanto líderes globais discutem metas climáticas, os povos originários lembram que já nascem sabendo o caminho da preservação. O chamado “mapa do caminho”, apresentado pelo presidente Lula com a meta de abandonar os combustíveis fósseis e acabar com o desmatamento, recebeu críticas de cientistas, que o consideraram insuficiente. Para eles, a conferência enfrenta uma escolha crucial: proteger a vida ou priorizar a indústria fóssil. Lideranças indígenas como o cacique Akiaboro, do povo Kayapó, denunciam que recursos prometidos para a proteção das florestas não chegam às comunidades que sofrem diretamente com garimpeiros, madeireiros e invasores.
Assari Pataxó reforçou que não é apenas o petróleo que ameaça o planeta, mas também minerais como bauxita, potássio, ouro e lítio, extraídos ilegalmente de territórios indígenas. Já Sol Tupinambá destacou a força da representatividade indígena na COP30, com 5 mil indígenas presentes, e lembrou que não há justiça climática sem a demarcação e proteção dos territórios. Foram 16 territórios demarcados e 4 homologados durante o evento, fruto de uma luta histórica que remonta à colonização. Os povos da floresta pedem que suas vozes sejam ouvidas e que os recursos cheguem às comunidades que defendem a vida na Amazônia.
Confira com Janaína Souza
Fotos: Eanes Silva


