As mudanças climáticas não afetam a todos da mesma forma. Na linha de frente da defesa dos oceanos e dos maretórios — áreas costeiras e marinhas que sustentam comunidades inteiras — estão as redes de mulheres pescadoras, marisqueiras e ativistas. Essas mulheres são as mais impactadas pelas crises climáticas, enfrentando perda de renda e insegurança alimentar. Ao mesmo tempo, são guardiãs de saberes tradicionais essenciais para a conservação marinha.
O movimento que lideram tem como pilar a justiça climática de gênero, exigindo que políticas públicas reconheçam sua participação plena e garantam recursos para adaptação e mitigação. Durante um painel na COP30, Núber Cristina, cofundadora da Rede de Mães do MANG, destacou a importância da representatividade feminina de base e reforça que, em diferentes territórios, as lutas são as mesmas: por direitos, por políticas públicas e pela preservação dos territórios.
Os detalhes com Janaína Souza
Foto: Janaína Souza

