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Tribunal dos povos contra o Ecogenocídio denuncia violações e ataques aos defensores da floresta

Rede de Notícias da Amazônia
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Tribunal dos povos contra o Ecogenocídio denuncia violações e ataques aos defensores da floresta
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A sede do Ministério Público Federal (MPF) em Belém foi palco do Tribunal dos Povos contra o Ecogenocídio, durante a COP30. O evento foi articulado pelo Movimento de Organizações de Base pelo Clima, conhecido como a COP do Povo, reunindo lideranças indígenas, quilombolas e ribeirinhas. No Banco dos Réus simbólico, foram apresentados 21 casos de expulsões, racismo ambiental, impunidade e impactos de grandes empreendimentos na Amazônia e em outros países. Claudelice Santos, defensora de direitos humanos e coordenadora do Instituto Zé Cláudio Maria, destacou que o tribunal retrata o anseio dos povos por justiça e denuncia negociações que transformam a natureza em recurso econômico sem consulta às comunidades.

O tribunal agrupou os casos em três eixos: falsas soluções climáticas, grandes empreendimentos e violência no campo. Onze juízes e juízas populares — lideranças indígenas, quilombolas, juristas e acadêmicos — conduziram o processo, reforçando o compromisso com a justiça socioambiental. A proposta é que o tribunal se torne permanente, ampliando sua atuação para além da COP30.

Confira com Daniela Pantoja

Foto: Jéssica Santos