Na COP30, em Belém do Pará, o setor cultural ganhou espaço inédito com um pavilhão exclusivo, reunindo artistas, produtores e fazedores de cultura de diferentes territórios e idiomas. O comunicador José Caeté destacou a força da arte como ferramenta essencial no debate sobre justiça climática. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltou que esta é a primeira vez que a cultura recebe protagonismo dentro da Conferência das Partes e defendeu que a iniciativa seja replicada em futuras edições internacionais.
Menezes lembrou que os eventos climáticos também afetam os patrimônios culturais, materiais e imateriais, atingindo comunidades que vivem da arte, do artesanato e da relação direta com a floresta e os rios. Vinda da música, a ministra citou canções que tratam da preservação da natureza, como “Matança”, que evoca espécies ameaçadas e alerta: “Quem hoje é vivo corre perigo.” O pavilhão cultural da COP30 reforça que a cultura é ponte de conscientização, capaz de sensibilizar e mobilizar a sociedade para proteger a Amazônia e enfrentar a crise climática.
Confira com Carlos Alexandre
Foto: Carlos Alexandre

