Na aldeia Cop, durante a COP30 em Belém, indígenas de diversas regiões do Brasil realizaram uma manifestação cobrando a homologação urgente das terras Caxuyana e Tunayana. O ato reforça a centralidade da demarcação de territórios no enfrentamento à crise climática. Durante o debate sobre os impactos das mudanças climáticas para povos indígenas isolados e de recente contato, a ativista Angela Caxuyana destacou que não é possível falar em justiça climática sem garantir a proteção dos territórios indígenas. O ministro do STF, Luiz Roberto Barroso, também defendeu o respeito à autonomia dos povos, sejam eles isolados ou integrados.
A ministra Sonia Guajajara, do Ministério dos Povos Indígenas, reforçou que os povos originários já contribuem de forma decisiva para a preservação da biodiversidade e da floresta em pé. Ela alertou para a urgência de políticas de adaptação climática voltadas a quem já sofre os efeitos das mudanças — indígenas, quilombolas e populações periféricas. Atualmente, o Brasil tem 107 terras indígenas prontas para demarcação — 37 aguardam portaria de declaração e 70 esperam homologação. No Amazonas são 9 territórios nessa situação, no Pará 8, e outras 161 áreas ainda buscam reconhecimento oficial. A COP30 se torna, assim, um palco para exigir que a justiça climática comece com quem sempre protegeu a floresta.
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Foto: Carlos Alexandre

