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Em Santarém, ciclo de palestras da Ufopa destaca saúde mental da mulher moderna

Discussão sobre estresse, ansiedade e depressão reforça a importância de cuidar da saúde feminina na região amazônica.

Por Liege Costa.

‘Ansiedade, depressão e estresse na vida da mulher moderna’ foi o tema da 4ª palestra do Ciclo promovido pelo Laboratório de Epidemiologia Molecular (LEpiMol), da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), realizada nesta quinta-feira (26), no campus Santarém. O evento faz parte de uma série de encontros gratuitos e abertos à comunidade, que acontecem até julho, com o objetivo de discutir os múltiplos fatores que afetam a saúde da mulher em idade fértil na Amazônia.

A atividade integra o Projeto Pesquisa, Ensino e Extensão (PEX) e busca ampliar o debate sobre temas como nutrição, saúde reprodutiva, saúde mental e políticas públicas voltadas para a mulher amazônida.

A palestra foi conduzida por Lindinete Duarte, mestre em Enfermagem no Contexto Amazônico e pesquisadora em saúde de populações em situação de vulnerabilidade na região.  Lindinete destacou que os transtornos mentais têm afetado com mais intensidade a vida das mulheres, especialmente diante da sobrecarga de responsabilidades enfrentadas no dia a dia.

“A questão de saúde mental tem afetado a vida das pessoas não só dentro das suas famílias, questões familiares, mas no trabalho, em qualquer outro ambiente que elas estejam. E as mulheres, devido a toda essa carga de tarefas que ela tem acumulado, ela tem realmente colocado-se numa condição mais vulnerável. Então, com certeza é importante a gente falar sobre esse momento agora, principalmente porque as estatísticas mostram que as mulheres são as mais afetadas com essa questão de saúde mental. E essa questão de muitas atividades acaba influenciando, porque a responsabilidade aumenta, a cobrança de si mesmo vem aumentando”, disse a enfermeira.

Ainda segundo a palestrante, esses fatores se agravam durante a fase fértil, quando a mulher passa por oscilações hormonais significativas, desafios ligados à maternidade e pressões sociais que aumentam a carga emocional.

“Quando a gente fala da mulher em idade fértil de certa forma liga também um pouquinho da maternidade aí vem a questão dos hormônios, como foi colocado, dessa oscilação de hormônios que acontece nessa fase da fertilidade, do ciclo menstrual e também a questão da maternidade porque a mulher ainda tem ainda aquela questão da preocupação maior, né, como foi falado aqui com o filho e aí tudo isso acaba sendo afetado”, concluiu Lindinete.

As inscrições para as próximas palestras do 3º Ciclo podem ser feitas gratuitamente pelas redes sociais do LEpiMol. O evento tem atraído não apenas estudantes e profissionais da área da saúde, mas também pessoas da comunidade externa, reforçando a importância da integração entre universidade e sociedade na construção de saberes voltados ao bem-estar da mulher na região.

Foto: Liege Costa.